*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Polícia Civil de Santa Catarina abriu investigação, nessa segunda-feira, 26, sobre a morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, espancado por um grupo de quatro adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis, no estado de Santa Catarina. O caso provocou comoção nacional e levou diversas celebridades a se manifestarem nas redes sociais em defesa do animal e por justiça. Segundo a polícia, dois dos suspeitos se encontram viajando ao Estados Unidos e negaram participação no crime.
O cão, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, sofreu agressões violentas que levaram a sua eutanásia devido à gravidade dos ferimentos, e quatro adolescentes já são investigados como suspeitos das agressões. morte do cachorro comunitário conhecido como Orelho, gerou uma onda de manifestações de artistas, influenciadores e personalidades públicas nas redes sociais nesta semana.
Manifestações
Entre os artistas que se manifestaram, o ator e humorista Rafael Portugal publicou um vídeo no Instagram com mais de 5 milhões de visualizações em que lamenta a brutalidade do caso e destaca que o cão era “super dócil” e mascote da comunidade, reforçando que não se pode deixar a situação morrer sem resposta da Justiça.
A cantora Ana Castela também desabafou publicamente, classificando a violência contra o animal como fruto de “coração frio” e convocando seus seguidores a se mobilizarem em apoio à causa, pedindo que os responsáveis “paguem pelo crime” e que o episódio sirva para dar visibilidade aos maus-tratos contra todos os animais.
O cantor Luan Pereira expressou indignação em um post emotivo, criticando duramente a crueldade contra animais e clamando por justiça divina, afirmando que atos desse tipo mostram uma profunda falta de dignidade humana.
Outras vozes, como a atriz Paula Burlamaqui, também se engajaram, publicando vídeos que lamentam a morte e cobrando providências das autoridades, destacando que casos de violência contra animais não podem ser ignorados pela sociedade e pelo sistema de Justiça.
A ativista Luisa Mell afirmou que teve acesso ao laudo e que há indícios de que a situação pode ser pior do que o divulgado.
O caso chegou a mobilizar moradores da Praia Brava em protestos com a hashtag #JustiçaPorOrelha, reunindo apoiadores, protetores dos direitos dos animais e ativistas em caminhadas pela responsabilização dos envolvidos.
Contexto do caso e investigação
O cão Orelha, tinha cerca de 10 anos e era conhecido por sua personalidade dócil. Em 15 de janeiro, após ter desaparecido por alguns dias, ele foi encontrado gravemente ferido. Após ser levado para atendimento veterinário, ele não resistiu aos ferimentos, sendo submetido à eutanásia.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) acompanha o andamento do caso por meio das promotorias da Infância e Juventude e do Meio Ambiente.
O episódio reacendeu o debate nacional sobre violência contra animais, impunidade e a necessidade de respostas mais eficazes da Justiça.
Novos desdobramentos
Dois dos adolescentes suspeitos de envolvimento no espancamento que levou à morte do animal viajaram para a Disney, nos Estados Unidos, o que gerou ainda mais repercussão e indignação nas redes sociais.
Em nota, familiares dos jovens negaram qualquer participação deles no crime e afirmaram que a viagem já estava programada antes do ocorrido. O episódio segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a conduta dos envolvidos e as circunstâncias da saída do país durante o andamento do inquérito.
Declaração das famílias
Duas famílias de adolescentes apontados como suspeitos no caso do cachorro Orelha se manifestaram por meio da assessoria de imprensa ANK Reputation. Em nota divulgada na segunda-feira, 26, elas negaram o envolvimento dos filhos, questionaram a veracidade dos vídeos que circulam nas redes sociais e relataram que vêm sofrendo ameaças.
Uma das famílias afirmou que o filho não teve qualquer relação com o fato, nem participou ou colaborou para que ele ocorresse. Segundo os familiares, há divergências nas informações divulgadas, como o local das agressões, as pessoas envolvidas e até as imagens da morte do cão. Eles alegam que o jovem foi associado ao caso com base em “fragmentos de vídeos indevidamente ligados aos fatos e informações desconexas e não checadas”, o que estaria levando a interpretações equivocadas.
A outra família também declarou “com absoluta segurança” que o filho não participou do episódio e disse apoiar o esclarecimento total do caso pelas autoridades. Ainda segundo o comunicado, circula um vídeo que supostamente mostraria os autores da agressão, mas o adolescente não aparece nas imagens, e fotos sem relação com o episódio estariam sendo apresentadas como se fossem provas.
