*Da Redação do Dia a Dia Notícia
O cantor amazonense Matheus Santaella usou as redes sociais, neste domingo (30), para informar a morte já de seu cachorro Ozzy, que não resistiu a um infarto supostamente provocado pelo barulho de fogos de artifício durante a partida entre Palmeiras e Flamengo, pela Libertadores. O artista contou que conviveu com o animal por oito anos e fez um desabafo emocionado sobre os riscos causados pelos rojões em áreas residenciais.
De acordo com Santaella, o episódio não foi isolado. “Foi a segunda vez que perdi um cachorro por conta de fogos. Por favor, não soltem fogos de artifício em áreas residenciais. Não só pelos cães, mas crianças autistas, idosos. Vocês não têm ideia de como uma mínima ação irresponsável pode se desdobrar na vida dos outros”, escreveu.
Em homenagem ao pet, o cantor publicou fotos e agradeceu pelo período de convivência. “Que privilégio ter feito parte da sua família, grandão! Você nos deu muito amor nesses 8 anos. Vou te lembrar para sempre”, disse.
O caso reacende discussões sobre os impactos dos fogos de artifício na saúde animal. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), cães possuem audição muito mais sensível que a humana, conseguindo captar sons em maior frequência e a distâncias até quatro vezes superiores. Ruídos acima de 60 decibéis, equivalente a uma conversa em voz alta, já podem provocar intenso estresse físico e psicológico.
Pesquisas reforçam o alerta: um estudo da pesquisadora Stefanie Riemer, da Universidade de Berna (Suíça), publicado em 2019 na revista PLOS ONE, apontou que 52% dos cães apresentam algum nível de sensibilidade ou medo relacionado a explosões e estampidos.
O caso de Ozzy se soma a inúmeros relatos de tutores em todo o país, que cobram maior conscientização e medidas para reduzir o impacto dos fogos na vida de animais domésticos e silvestres.
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