*Da Redação Dia a Dia Notícia
A morte do aposentado Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, registrada na véspera do Natal, passou a ser investigada após familiares denunciarem um possível erro médico no Hospital Municipal de João Pinheiro, no noroeste de Minas Gerais. Conforme relato dos parentes, uma pinça cirúrgica teria sido esquecida no corpo do paciente durante um procedimento e só foi identificada após o falecimento.
Manoel morreu no dia 24 de dezembro, poucos dias depois de completar aniversário, após passar por cirurgias para tratar uma úlcera no intestino.
Suspeita surgiu após exames
De acordo com a família e com o advogado que acompanha o caso, o idoso foi inicialmente atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no início de dezembro e, em seguida, transferido para o Hospital Municipal, onde passou por uma cirurgia de emergência, supostamente sem comunicação prévia aos familiares. A principal suspeita de negligência surgiu após exames de tomografia indicarem a presença de um objeto metálico no abdômen, com características compatíveis com uma pinça do tipo “Kelly”.
Conforme relato dos parentes, após o primeiro procedimento, Manoel apresentou febre alta e vômitos no segundo dia de internação. Um segundo procedimento cirúrgico teria sido realizado, novamente sem aviso à família, mas o quadro clínico se agravou rapidamente, culminando na morte do paciente. Além da suspeita de erro médico, os familiares afirmam ter enfrentado dificuldades para obter a documentação médica completa e alegam que o hospital não informou sobre a presença do objeto estranho no corpo do idoso.
O advogado da família informou que teve acesso ao laudo de óbito e aos exames de imagem que apontam a presença da pinça no abdômen. Com os documentos, a defesa prepara uma ação judicial contra o hospital e a equipe médica envolvida.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pinheiro confirmou a ocorrência e informou que abriu uma sindicância para apurar responsabilidades. O órgão destacou que o paciente apresentava quadro clínico grave e múltiplas comorbidades, versão contestada pela família, que sustenta que o erro médico foi determinante para a morte.
Até o momento, a direção do hospital não se manifestou sobre. O caso segue sob análise dos órgãos competentes, que devem avaliar as circunstâncias do atendimento e eventuais responsabilidades.
