Manaus, segunda-feira 23 de março de 2026
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Brasil registra 90 casos de Mpox, aponta Ministério da Saúde

a Male hands affected by blistering rash because of monkeypox or other viral infection on green background

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O Brasil chegou a 90 casos confirmados de Mpox, segundo dados do Ministério da Saúde e de secretarias estaduais. O estado com maior número de ocorrências é São Paulo, com 63 registros. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1) e Distrito Federal (1). Além disso, foram contabilizados casos em Minas Gerais (3) e no Paraná (1), locais que ainda não haviam aparecido na lista oficial.

Além dos casos confirmados, o país já registrou mais de 180 notificações suspeitas, das quais 57 foram descartadas após investigação. Em São Paulo, mais de 70 casos ainda seguem em análise, aguardando resultado definitivo. O Ministério da Saúde monitora a situação de forma contínua e reforçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para atender pacientes com sintomas e identificar precocemente novos casos, visando conter a transmissão.

A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato íntimo ou muito próximo com pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões na pele.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Febre
  • Dor de cabeça e dores musculares
  • Sensação de fraqueza
  • Lesões na pele, geralmente no rosto, que podem se espalhar pelo corpo

A transmissão também pode ocorrer pelo contato com secreções ou pelo compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas.

Embora atualmente não haja registros de mortes no Brasil, a doença pode evoluir para complicações graves em alguns casos, podendo atingir até 10% dos pacientes em cenários críticos sem acompanhamento adequado.

O tratamento da Mpox é baseado em medidas de suporte, focando no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não existe medicamento específico aprovado.

Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que pode variar de duas a quatro semanas, dependendo da evolução clínica. O avanço nas estratégias de vigilância, diagnóstico e isolamento tem contribuído para reduzir os riscos e controlar a disseminação da doença no país.

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