*Da Redação Dia a Dia Notícia
O ator Wagner Moura comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante participação no talk show do apresentador Jimmy Kimmel. Em entrevista exibida nessa segunda-feira, 02, o artista afirmou que Bolsonaro é o ‘Trump brasileiro’ e ironizou ao dizer que poderia dedicar o prêmio no Oscar 2026 ao ex-presidente, caso ganhasse. A conversa também abordou a ditadura militar no Brasil em comparação ao atual cenário político dos EUA.
No bate-papo, que teve cerca de oito minutos de duração, Moura falou ainda sobre sua infância e sobre o que pretende dizer caso vença a principal premiação do cinema mundial. O ator já entrou para a história da cerimônia ao se tornar o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator.
Em um dos momentos que mais repercutiram da entrevista, o ator comentou sobre qual seria seu discurso caso fosse premiado por sua atuação no filme ‘O Agente Secreto’. Segundo ele, uma das ideias seria fazer um agradecimento irônico ao ex-presidente brasileiro. O ator definiu Bolsonaro como o “Trump brasileiro” e celebrou o fato de que ele atualmente está na prisão.
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A fala faz referência a um discurso recente do próprio Jimmy Kimmel durante o Critics Choice Awards. Na ocasião, ao receber o prêmio de melhor talk show, o apresentador agradeceu ironicamente a Donald Trump, que havia feito campanha para que seu programa fosse retirado do ar após críticas ao comentarista político Charlie Kirk.
Durante a entrevista, Moura afirmou ainda que O Agente Secreto provavelmente não teria sido produzido se Bolsonaro não tivesse governado o Brasil. Segundo ele, tanto o ator quanto o diretor Kleber Mendonça Filho ficaram perplexos com decisões tomadas pelo ex-presidente e por seus apoiadores.
Ditadura militar e críticas ao cenário político
A conversa também abordou as dificuldades enfrentadas por Moura no lançamento de Marighella, em 2019, seu primeiro trabalho como diretor. De acordo com ele, o projeto encontrou grande resistência porque “os ecos da ditadura militar” ainda são muito fortes no Brasil, algo que segundo o ator, ficou evidente com a eleição de Bolsonaro em 2018.
Críticas aos EUA
O artista também aproveitou o espaço para comentar o atual momento político dos Estados Unidos, causados pelo Governo Trump. Moura citou episódios recentes envolvendo movimentos anti-imigração e questionou o contraste entre esses acontecimentos e a imagem histórica do país.
“Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis? Esse é o país de Martin Luther King?”, questionou.
Esta foi a segunda participação de Wagner Moura no programa de Jimmy Kimmel. A primeira ocorreu em 2016, quando ele interpretava o traficante Pablo Escobar na série Narcos.
