*Da Redação Dia a Dia Notícia
Após a repercussão do pedido de habeas corpus preventivo apresentado por aliados e familiares no âmbito da Operação Erga Omnes, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou, nesta quinta-feira,26,que não tinha conhecimento da medida e que determinou a retirada do recurso. Em entrevista ao jornalista Hiel Levy, ele classificou o habeas corpus como um “remédio jurídico utilizado de forma inadequada” e disse que a solicitação foi feita sem sua autorização. O pedido havia sido protocolado pelo vice-prefeito Renato Junior e por parentes do chefe do Executivo municipal, mas a defesa desistiu da ação antes de análise pela Justiça.
“Foi um remédio jurídico inadequado que, quando eu soube, mandei retirar. Eu disse: não cabe isso pra eles, e pedi pra retirar […] Eles não são investigados”, disse Almeida ao ser questionado.
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Ao recorrer ao habeas corpus preventivo, a estratégia jurídica buscava afastar o risco de eventual decretação de prisão, sem entrar no mérito das investigações. A argumentação apontava que a repercussão do caso e a possibilidade de os requerentes figurarem como “próximos alvos” configurariam ameaça concreta à liberdade, além de sustentar suposta ausência de fundamentação individualizada em decisões já proferidas. A defesa também alegou que medidas cautelares alternativas seriam suficientes, classificando uma eventual prisão preventiva como desproporcional.
O episódio ocorre em meio ao avanço da Operação Erga Omnes, que investiga a relação de pessoas ligadas à política local com a facção criminosa Comando Vermelho e já resultou em prisões. Paralelamente, David Almeida tem adotado discurso público crítico às investigações, o que evidencia uma frente política e jurídica simultânea diante do desgaste provocado pela operação e pela repercussão das conexões apontadas no inquérito.
