*Da Redação Dia a Dia Notícia
As distribuidoras Fogás e Amazongás, que dominam o mercado de gás de cozinha na região Norte, vendem o botijão de 13 quilos mais caro do país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em Roraima, onde atuam juntas, o produto custa R$ 140,04, com margem bruta de distribuição de 50%. No Amazonas, o preço médio chega a R$ 125,19, impulsionado por um salto da fatia das distribuidoras no valor final, que passou de 35,4% em 2022 para 58,5% em 2025.
De acordo com a ANP, no Amazonas a margem de distribuição na composição do preço do GLP saltou de 35,4% em 2022 para 58,5% em 2025. No mesmo período, a participação do produtor caiu de 42,3% para 26,2%, e a margem de revenda recuou de 8,8% para 0,73%. O ICMS teve leve alta, de 13,3% para 14,4%.
As distribuidoras alegam que o alto custo logístico ajuda a explicar o encarecimento do produto. O abastecimento é feito principalmente com GLP do Polo Urucu, em Coari, transportado por duto até Manaus. Mudanças na gestão e na propriedade desses dutos, segundo as empresas, impactaram os custos operacionais. O tema foi levado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O infográfico abaixo, elaborado pela Petrobras, une a margem de distribuição e revela que os valores cobrados pelas distribuidoras e revendedoras representam 58,8% do preço do gás no Amazonas.

*Com informações do Portal Amazonas Atual e dados da Petrobrás
