*Da Redação do Dia a Dia Notícia
A nova adaptação de O Beijo da Mulher-Aranha levou Jennifer Lopez de volta ao centro das atenções em Hollywood e, desta vez, com a participação especial de um amazonense na cobertura internacional, Caio Pimenta. O Cine Set foi um dos poucos veículos do Brasil a realizar uma entrevista individual com a artista, destacando o alcance do jornalismo cultural feito na região Norte.
O musical dirigido por Bill Condon representa uma novidade na longa trajetória da cantora e atriz, que já transitou por praticamente todos os gêneros, de ação a comédias românticas. Pela primeira vez, porém, J.Lo protagoniza um musical de grande intensidade dramática, interpretando Ingrid Luna, estrela da Era de Ouro de Hollywood e inspiração do personagem Luis Molina, vivido por Tonatiuh.
Durante a conversa exclusiva com o veículo amazonense, Jennifer Lopez explicou o que a atraiu para o projeto. “Essa história é mais relevante do que nunca. Foi o papel de uma vida para mim, porque pude cantar, dançar, atuar e ainda interpretar três personagens diferentes em um único filme”, disse.
A artista destacou ainda a relação emocional retratada no longa entre fãs e ídolos, um dos temas que mais a sensibilizou.“Entendo essa troca, essa espécie de história de amor silenciosa que existe entre um artista e seus fãs. Eles te mantêm seguindo em frente, e você faz o mesmo por eles”, declarou.
A popstar contou que cenas como o pedido de ajuda do personagem Molina tocaram profundamente sua própria trajetória. Para ela, o musical não é apenas um exercício artístico, mas também um lembrete do poder emocional do cinema e da música. “Às vezes tudo o que precisamos é escapar por um tempo. É isso que os filmes fazem: dão esperança no momento certo”, afirmou.
Jennifer definiu O Beijo da Mulher-Aranha como uma carta de amor ao cinema, aos musicais e às comunidades latina e queer. Produzir e atuar no projeto foi, segundo ela, “um sonho realizado”.
A atriz também descreveu os desafios técnicos das gravações, especialmente porque o filme é independente, com orçamento limitado e muitos números musicais. “Tínhamos pouquíssimo tempo. O Bill queria filmar como nos musicais dos anos 1950, com planos longos. Depois de aprender a coreografia, precisávamos reaprendê-la para a câmera”, contou.
Mesmo com as dificuldades, Jennifer Lopez afirmou que a experiência foi tão gratificante que ela e os colegas brincavam que, dali em diante, só topariam fazer musicais.
A entrevista, conduzida por um jornalista do Amazonas diretamente em Hollywood, reforça a presença da produção cultural amazonense em espaços internacionais e destaca o alcance crescente da imprensa do Norte em pautas globais do cinema.
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