*Da Redação – Dia a Dia Notícia
Entre os meses de janeiro a dezembro de 2021, o estado do Amazonas registrou 57.194 casos de malária. De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), do total de casos registrados neste período, cerca de 7,80% foram registrados na capital do estado, totalizando 4.459 casos. Manaus ocupa o terceiro lugar no ranking dos municípios do Amazonas com maior número de casos da doença.
Casos de malária no Amazonas apresentam estabilidade nos registros de casos da doença nos últimos dois anos, onde no ano de 2020 foram registrados 58.907 casos, com uma queda de 2,91% em 2021 com 57,1 mil casos registrados. No ano de 2021, o pico de casos registrados de malária ocorreram entre os meses de julho a outubro, considerado o período sazonal para a doença e que coincide com a vazante de rios no estado do Amazonas.
Os municípios que mais apresentaram casos da doença em 2021 foram Barcelos (9.144), São Gabriel da Cachoeira (9.010), Manaus (4.459), Tefé (3.360), Tapauá (2.721), Santa Isabel do Rio Negro (2.572), Carauari (2.247), Coari (1.974), Canutama (1.939) e Lábrea (1.915).
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários Plasmodium que são transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Não é uma doença contagiosa, uma pessoa com malária não é capaz de transmitir a doença diretamente para outras pessoas. Os sintomas da doença são febre alta, suor e calafrios, dor de cabeça forte, náuseas e vômitos, dores musculares pelo corpo todo, fraqueza e cansaço constante, além de peles e olhos amarelados.
Ao apresentar os sintomas, é necessário procurar uma unidade de saúde ou laboratório de referência para atendimento de casos suspeitos de malária. No Amazonas, as ações de diagnóstico da doença são coordenadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).
Em setembro de 2021, se deu início a fase de implementação do medicamento tafenoquina que reduz o tempo de tratamento da malária vivax considerado o tipo mais comum da doença, juntamente com o teste G6PD para diagnóstico da doença. A cidade de Manaus e Porto Velho (RO) foram as primeiras cidades do mundo a utilizar este tipo de tratamento.
