*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Amazonas possui o segundo maior custo médio por detentos nos presídios estaduais, conforme dados do painel Custo do Preso, mantido e atualizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O custo médio de cada detido nos presídios estaduais do Brasil variou de R$ 1,1 mil a R$ 4,3 mil por mês, no ano passado.
No comparativo entre os estados, a Bahia ficou em primeiro lugar, com despesa mensal por preso de R$ 4.367,55. Na sequência, aparece o Amazonas, com R$ 4.199,99, e Tocantins, com R$ 4.088,05. Em último lugar está o Espírito Santo, com R$ 1.105,14.
O custo anual médio nacional de cada detento variou entre R$ 13,2 mil e R$ 52,4 mil. A Senappen inclui no cálculo de custo do preso todo o valor referente à folha de pagamento dos servidores do sistema prisional, assim como os gastos com manutenção das unidades, alimentação, taxas de água, luz e telefone, equipamentos de segurança, materiais de limpeza, higiene pessoal, colchões, uniformes, roupas de cama e outros.
De modo geral, os salários dos servidores consomem a maior parte do valor empregado na manutenção do sistema prisional. Dos quase R$ 20,7 bilhões investidos no ano passado e informados, até o momento, no painel da Senappen, R$ 14,2 bilhões foram com despesa de pessoal, e o restante, quase R$ 6,5 bilhões, foi direcionado a outras despesas.
O painel aponta, ainda, que a média nacional de custo mensal do preso, no ano passado, incluindo todos os sistemas prisionais (estadual e federal), ficou em R$ 2.331,49, ou seja, algo próximo de R$ 28 mil por ano. Esta foi a segunda vez, nos últimos cinco anos, que a média do país ficou acima de R$ 2,3 mil. Anteriormente, isso só havia ocorrido em 2022, com R$ 2.337,28.
No geral, a população carcerária do Brasil tem aumentado de ano para ano. Entre 2000 e 2023, também conforme os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o total de presos no país passou de 232.755 para 852.010, ou seja, crescimento de 266,1%. Isso inclui tanto pessoas detidas no sistema penitenciário, quanto aquelas sob custódia das polícias, em delegacias e superintendências.
*Com informações do site Metrópoles