O projeto, intitulado ‘A Fuga de Sid’, teria como protagonista uma menina de 15 anos sequestrada e levada para uma ilha. Na narrativa, a personagem precisaria escapar de seis homens. Para fugir, ela teria que encontrar um barco e combustível, além de lidar com características e comportamentos específicos de cada um dos vilões.
Imagens da apresentação indicam que, em um dos slides, os estudantes utilizaram uma fotografia de Jeffrey Epstein como referência. O financista americano que ficou conhecido internacionalmente após ser condenado por comandar um esquema de exploração sexual de adolescentes, morrendo em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
Repercussão na instituição
Nas conversas divulgadas por meio do Whatsapp, algumas alunas criticaram a escolha do tema e o conteúdo do projeto. Em resposta, outros estudantes reagiram com figurinhas e comentários que faziam referência ao caso Epstein.
Em uma das mensagens compartilhadas, um dos integrantes do grupo responsável pela apresentação afirmou que o tema foi definido rapidamente e que não houve reflexão sobre o impacto da referência ao caso real.
“Pensamos por cerca de 10 minutos sobre o tema, inspirados em figurinhas que circulavam no grupo, e não pensamos na conexão com a realidade”, escreveu.
Segundo o ITA, ao identificar o conteúdo, a proposta foi imediatamente descartada por ser considerada inapropriada, e informou que o caso está sendo tratado internamente e que ações de conscientização serão reforçadas junto aos estudantes por meio do Grupo de Trabalho de Equidade de Gênero e de outros setores administrativos.
“O ITA reafirma seu compromisso com a formação técnica e ética de seus estudantes e com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, pautado pelo respeito, pela responsabilidade e pela integridade”, informou a instituição.
A instituição é vinculada à Força Aérea Brasileira e considerada referência nacional na formação de engenheiros, especialmente nas áreas aeroespacial e tecnológica.
Leia mais: Jeffrey Epstein: veja 4 documentários da Netflix e HBO Max para entender o caso