O procurador-geral da República Augusto Aras informou ao Supremo Tribunal Federal que mantém, em sua mesa, nove investigações a respeito de ações e declarações do presidente Jair Bolsonaro envolvendo a pandemia do coronavírus. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
Essas investigações tratam-se, na verdade, de notícias de fato enviadas à PGR, e são o primeiro passo para a abertura de um inquérito no Supremo caso o procurador veja a possibilidade do chefe da República ter cometido um crime.
Aras apura, por exemplo, a responsabilidade do governo federal no agravamento da crise sanitária no Amazonas e no Pará, os incentivos de Bolsonaro para que apoiadores invadissem hospitais e “verificassem” a ocupação dos leitos de Covid-19, e a recusa do presidente em usar máscara em diversas ocasiões ao longo de 2020, deixando de promover as recomendações sanitárias de distanciamento.
De acordo com o jornal, Aras tem sido pressionado por parlamentares, ministros do Judiciário e colegas do Ministério Público Federal a agir. Seu mandato termina em setembro.
