Manaus, quarta-feira 22 de abril de 2026
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Congresso Amazônico de Psicanálise debate trauma, memória e reparação em Manaus

Foto: Reprodução/Assessoria

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Manaus recebe, nos dias 24 e 25 de abril, o 4º Congresso Amazônico de Psicanálise, que propõe uma reflexão aprofundada sobre ‘Trauma: Memória, Violência e Reparação’. Realizado no Palacete Provincial, o evento reúne especialistas, convidados e o público interessado para discutir os impactos do trauma na vida individual e coletiva, em diálogo com temas contemporâneos como crise climática, conflitos sociais, saúde mental e território amazônico.

Entre os assuntos em debate estão violência, memória, corpo, crise climática, guerras, migrações, polarização política e saúde mental coletiva. A proposta é ampliar a escuta da psicanálise e dialogar com diferentes áreas como cultura, território, clínica e política, em contextos latino-americanos e amazônicos.

Organizado pela Percurso Psicanálise, o congresso terá a participação da escritora, psicóloga e ativista guarani Geni Núñez. Ela fará a conferência de abertura, chamada “Reflorestamento do imaginário”, considerada um dos destaques da programação.

A coordenadora do evento, Juliana Batista Lima, reforçou que o congresso é experiência mobilizadora e servirá como um espaço de escuta em um tempo atravessado por violências e silenciamentos.

“Minha expectativa é que possamos, juntos, criar oportunidades para a palavra, para a memória e para aquilo que ainda não pôde ser dito. Há algo muito potente quando nos reunimos em torno do trauma não para explicá-lo rapidamente, mas para escutá-lo com responsabilidade. E, pessoalmente, me sinto tocada por ver esse movimento acontecer aqui, em Manaus, um território que também carrega suas marcas e suas resistências”, disse.

Já para Andreia Batista Lima, que também é coordenadora do evento, a expectativa do congresso é não oferecer respostas prontas, mas sustentar encontros que possam transformar.

“Existe um compromisso ético muito forte em cada escolha: dos temas, das pessoas, das vozes que convidamos, como a de Geni Núñez, que amplia e desloca nosso campo de escuta. A expectativa não é oferecer respostas prontas, mas sustentar encontros que possam transformar, ainda que sutilmente, a maneira como cada um escuta o outro e a si mesmo. Há um afeto implicado nisso tudo, uma aposta de que, mesmo diante do trauma, ainda é possível construir caminhos de elaboração e, quem sabe, de reparação”.

Além das discussões sobre psicanálise, o evento terá programação cultural com música, fotografia e artesanato regional, reforçando a ligação entre psicanálise, arte e território amazônico.

Programação

No dia 24 de abril, a programação inicia às 8h com o credenciamento e segue às 9h com a abertura oficial. Logo em seguida, às 9h15, acontece a conferência de abertura “Reflorestamento do imaginário”, ministrada por Geni Núñez.

Às 11h, Patricia Castro, Danielle Gonzaga e Jussara Ramos conduzem a mesa “Trauma: o passado no presente, uma intensidade que não cessa”, com moderação de Mayara Diefenbach.

No período da tarde, às 14h15, Luciana Valgas, Márcia Zart e Raquel Schneider apresentam “Formação e singularidade: da tradição à criação em psicanálise”, com apresentação de Adriana Mendonça e moderação de Denise Souza.

Às 16h, Alba Lúcia Bastos Dezan, Maria de Fátima Dias e Neia Martins, com moderação de Sander Firmo, discutem “A clínica na encruzilhada: resiliência e resistência”.

Encerrando o dia, às 17h30 acontece um bate-papo cultural com as escritoras Geni Núñez e Myriam Scotti, além da exposição fotográfica de Nathalie Brasil e apresentação da cantora amazonense, Ianayra.

O segundo dia começa às 9h com a mesa “Elaboração, reparação e concernimento: transformações”, com Cristiane Berto Felipe, Jessica Pedrosa, Katherinne Gonzaga e moderação de Bruno Rudar.

Às 10h40, Enio Tavares, Gelziania Vital e Maria Lourdes Foster apresentam “Os destinos da memória: reprimir, esquecer e lembrar”, com a moderadora Wiula Alves.

Às 14h, Jane Fischer, Maria Manfredo e Joanna Carolina conduzem a mesa “Trauma e historização: o que se recusa, o que se repete, o que se atualiza”, com mediação de Claudia Alves.

Às 15h40, Andreia Batista Lima, Ariel Joan, Polyana Peixoto e a moderadora Helena Bandeira discutem “Violências: de gênero, raça e território”.

Encerrando o congresso, às 17h20, Denise Souza e Adriana Mendonça, com moderação de Luciana Valgas, apresentam “Trauma e criatividade: da sublimação ao viver criativo”. A programação cultural contará ainda com a apresentação do Grupo Maroaga e a presença de expositores de produtos regionais, como alguns integrantes do Reciprolab, Val França – Biojoias e Erika Witoto do Ateliê Derequine.

Serviço

*Com informações da assessoria 

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