*Da Redação Dia a Dia Notícia
Ré pelo homicídio do filho, Henry Borel, Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira, 20, na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou seu retorno à prisão na última semana. Em seguida, ela foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, para exame de corpo de delito e audiência de custódia, antes de ser transferida novamente para a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.
Na ocasião, o julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi adiado para 25 de maio após a equipe de defesa do réu abandonar o plenário.
Com o adiamento, os advogados de Monique solicitaram a revogação da prisão, alegando prejuízo à cliente diante da mudança na data do julgamento. O pedido foi aceito e, no dia seguinte, ela deixou a unidade prisional.
Na última sexta-feira, 17, porém, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu a prisão preventiva de Monique. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentado após manifestação de Leniel Borel, pai de Henry Borel e assistente de acusação no caso.
Relembre o caso
Na madrugada de 8 de março de 2021, Monique e Jairinho levaram o menino Henry Borel, de 4 anos, a um hospital particular, alegando que ele tinha sofrido um acidente doméstico ao cair da cama no apartamento do casal. O menino não resistiu aos ferimentos e morreu.
O laudo da necropsia do Instituto Médico Legal (IML), entretanto, indicou 23 lesões por ação violenta sofridas por Henry, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.
A investigação da Polícia Civil apontou que o menino era vítima de uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto, e que a mãe tinha conhecimento das agressões.
Os réus Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). Jairinho responde por homicídio qualificado, e Monique, por homicídio e omissão de socorro.
