A Meta anunciou uma atualização importante no seu sistema de mensuração de anúncios, que já está impactando diretamente a forma como empresas e profissionais de marketing analisam resultados.
A mudança parece técnica à primeira vista, mas tem um efeito prático imediato: os números de desempenho das campanhas podem cair — sem que a performance real tenha piorado.
Até recentemente, o modelo de atribuição da Meta considerava como “clique” praticamente qualquer interação com o anúncio. Isso incluía as curtidas, comentários, compartilhamentos, salvamentos e outros tipos de interação. Ou seja, mesmo que o usuário não clicasse no link do anúncio, essa interação ainda poderia ser contabilizada como um clique para fins de conversão. Agora, isso mudou. A partir da atualização, apenas cliques em links são considerados cliques válidos para atribuição de conversão.
Para não perder a visibilidade das interações sociais, a Meta criou uma nova categoria chamada engage-through attribution – o famoso engajamento. Nela, ficam registradas todas as ações que não envolvem clique em link, como, curtidas, comentários, compartilhamentos, salvamentos e visualizações de vídeo. Essa separação permite uma análise mais clara do comportamento do usuário dentro da plataforma.
A principal motivação para esta mudança, foi resolver um problema antigo do mercado: a diferença entre os dados da Meta e ferramentas externas, como o Google Analytics. Antes, como a plataforma considerava interações sociais como cliques, os números de conversão frequentemente pareciam inflados. Agora, com a nova definição, os dados ficam mais alinhados com o padrão do mercado, que considera clique apenas quando há redirecionamento real para um link.
Na prática, muitos anunciantes já estão percebendo uma queda nos números de conversão por clique. Mas isso não significa que as campanhas pioraram. Significa apenas que os dados estão sendo apresentados de forma mais precisa. As conversões continuam acontecendo — elas apenas foram redistribuídas entre categorias diferentes.
Com essa atualização, a análise de campanhas precisa evoluir. Não basta mais olhar apenas para cliques. Agora é necessário entender dois tipos de comportamento: quem realmente clicou e saiu da plataforma e quem interagiu, mas permaneceu dentro do ambiente social. Essa distinção ajuda a construir estratégias mais inteligentes, alinhando melhor os objetivos da campanha com os resultados esperados.
A mudança da Meta indica um movimento importante no mercado: a busca por métricas mais transparentes e confiáveis. Para profissionais de marketing, isso representa um avanço. Menos distorção nos dados, mais clareza na tomada de decisão. E, como sempre acontece no digital, quem entende primeiro essas mudanças… sai na frente. 🚀
Por Ana Luísa Alverca da Cruz
Mestranda em Comunicação, Legislativo e Opinião Pública, Ana Luísa é uma profissional apaixonada por Marketing Digital, Comunicação Política e Gestão de Tráfego. Administradora pela Universidade Católica de Brasília, possui pós-graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais e em Marketing Político e Eleitoral, além de formação técnica em Web Design e Design Gráfico.
Com 20 anos de experiência em assessoria de comunicação na Câmara Federal, desenvolveu expertise em estratégias de comunicação pública e política. Atua também como consultora em agências especializadas como Up Comunicação Inteligente, Sisters Live Marketing e SMART Business, onde trabalha com gestão de redes sociais, campanhas de tráfego, criação de conteúdo estratégico e campanhas integradas de marketing e publicidade.
Certificada em plataformas Meta e Google Ads, completou formações pelo Sebrae, Digital Marketing Institute e RD Station, com expertise em Instagram, TikTok, WhatsApp Marketing, CRM e Marketing para Eventos.
Na coluna Marketing do Dia, Ana Luísa compartilha insights sobre tendências e inovações do universo digital, desvendando estratégias de Marketing Digital, comportamento de algoritmos, impactos da Inteligência Artificial e transformações que moldam o mercado.
