*Da Redação Dia a Dia Notícia
O governo federal atualizou, nessa segunda-feira, 06, a ‘lista suja’ do trabalho escravo e incluiu o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD entre os 169 novos empregadores, após casos que envolveram autuações em propriedades rurais em Goiás e o resgate de trabalhadores em obra na Bahia.
Com a nova atualização, a lista passa a reunir cerca de 613 nomes em todo o país. Segundo o governo, os novos registros estão ligados a ocorrências entre 2020 e 2025, em 22 estados. Ao todo, 2.247 trabalhadores foram resgatados em situações de exploração.
As atividades com maior número de casos incluem serviços domésticos, pecuária de corte, cultivo de café e construção civil.
Amado Batista
No caso de Amado Batista, há duas autuações em propriedades localizadas em Goianápolis (GO), envolvendo 14 trabalhadores. Em nota, a assessoria do cantor negou irregularidades e afirmou que não houve resgate de trabalhadores, destacando que eventuais problemas identificados foram corrigidos após fiscalização e acordo com o Ministério Público do Trabalho.
BYD
Já a inclusão da BYD ocorreu após uma operação em 2024 que identificou trabalhadores chineses vivendo em condições precárias, com restrições de liberdade e jornadas exaustivas. A empresa atribuiu as irregularidades a uma terceirizada e afirmou ter encerrado o contrato, além de reforçar compromisso com a legislação brasileira.
O documento é atualizado semestralmente e reúne empregadores com decisão, sem possibilidade de recurso. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos, podendo ser retirados antes caso cumpram exigências legais, como indenização às vítimas e assinatura de termos de ajustamento de conduta.
Criado em 2004, o instrumento é considerado uma das principais ferramentas de combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil. Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores já foram resgatados dessas condições no país.
