Manaus, quinta-feira 26 de março de 2026
Pesquisar

booked.net

Caso Djidja: desembargadora mantém prisão de mãe e irmão envolvidos no caso em Manaus

*Da Redação Dia a Dia a Notícia 

A desembargadora Luiza Cristina Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, investigados no caso que apura a morte de Djidja Cardoso, ocorrida em maio de 2024, em Manaus. A decisão foi proferida neste mês e rejeita o pedido da defesa, que alegava constrangimento ilegal devido ao tempo de prisão, superior a 600 dias.

A magistrada entendeu que não há elementos suficientes para concessão de medida de urgência neste momento, destacando a necessidade de uma avaliação mais aprofundada pelo colegiado da Corte.

Na decisão, a desembargadora ressaltou que, embora a defesa aponte excesso de prazo e falta de fundamentação para a manutenção da prisão, o tema exige análise detalhada.

Por isso, determinou a solicitação de informações adicionais à juíza responsável pelo processo em primeira instância, deixando a decisão final a cargo do órgão colegiado.

Cleusimar e Ademar foram presos no dia 28 de maio de 2024, mesma data em que Djidja foi encontrada morta em sua residência, no bairro Cidade Nova, zona Norte da capital amazonense.

No mesmo dia, outras pessoas também foram detidas, incluindo Verônica da Costa Seixas. Posteriormente, as investigações resultaram em novas prisões, entre elas a do ex-namorado da vítima, Bruno Roberto da Silva, do coach Hatus Moraes Silveira e de empresários suspeitos de fornecer substâncias ilícitas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo estaria envolvido em uma organização que utilizava cetamina, um anestésico de uso veterinário, em rituais de uma seita denominada “Pai, Mãe, Vida”, liderada por Cleusimar.

A substância, segundo as investigações, afeta o sistema nervoso central, deixando os usuários em estado de vulnerabilidade.

No dia das prisões, Cleusimar e Ademar não prestaram depoimento por estarem sob efeito de substâncias psicotrópicas.

A informação foi confirmada pelo advogado Vilson Benayon, que chegou a solicitar a internação dos dois, alegando estado físico e psicológico debilitado.

O caso teve desdobramentos judiciais importantes. Em dezembro de 2024, o juiz Celso de Paula condenou parte dos envolvidos a 10 anos, 11 meses e 8 dias de prisão por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

No entanto, em setembro de 2025, a sentença foi anulada pela Primeira Câmara Criminal do TJ-AM, que reconheceu cerceamento de defesa, uma vez que os advogados não puderam se manifestar sobre o laudo toxicológico definitivo apresentado após as alegações finais.

Com a decisão mais recente, Cleusimar e Ademar permanecem presos preventivamente enquanto aguardam o julgamento definitivo do pedido pelo colegiado do Tribunal.

Entre no nosso Grupo no WhatsApp

Antes de ir, que tal se atualizar com as notícias mais importantes do dia? Acesse o WhatsApp do Portal Dia a Dia Notícia e acompanhe o que está acontecendo no Amazonas e no mundo com apenas um clique

Você pode escolher qualquer um dos grupos, se um grupo tiver cheio, escolha outro grupo.