O atendimento da ministra está sendo conduzido pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano, com controle da febre e estabilidade dos sinais vitais. A hospitalização ocorre dias após a ministra anunciar que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo.
O último dia de Sônia à frente do ministério está previsto para o dia 30 de março, quando o secretário-executivo Eloy Terena, número dois da pasta, deve assumir interinamente.
A ministra segue sob observação, com novos exames agendados, e atualizações sobre seu estado de saúde devem ser divulgadaos conforme orientação médica.
Histórico de gestão em seu ministério
Em entrevistas, Sônia destacou os avanços de sua gestão desde a criação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), em janeiro de 2023, incluindo a homologação de 20 terras indígenas nos últimos três anos, superando os 11 territórios oficializados na década anterior. Ela ressaltou ainda a importância de trazer a pauta indígena para o centro do debate público e de políticas públicas, bem como o enfrentamento de desafios jurídicos envolvendo demarcações de terras e o marco temporal entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional.
Durante seu mandato, destacaram-se as homologações das áreas Arara do Rio Amazônia (AC), Kariri Xocó (AL), Rio dos Índios (RS), Tremembé da Barra do Mandaú (CE), Uneiuxi (AM), Ava Canoeiro (GO), Rio Gregório (AC), Acapuri de Cima (AM), entre outras. Em 2024 e 2025, novos territórios foram regularizados, incluindo Pitaguary, Lagoa Encantada, Tremembé de Queimadas (CE), Kaxuyana-Tunayana (PA/AM), Parecis (MT), Uirapuru (MT) e Manoki (MT), além de áreas destacadas na 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas e na COP 30, em Belém.
Sônia Guajajara destacou o legado do ministério, afirmando que o principal avanço foi garantir que os direitos constitucionais de 1,7 milhão de indígenas e de 305 etnias sejam respeitados, com gestão direta de políticas de demarcação de terras e proteção de povos isolados.