*Da Redação Dia a Dia Notícia
Os acusados de matar a jovem grávida Débora da Silva Alves, 18 anos, irão a júri popular no dia 27 de maio deste ano, em Manaus. Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva são apontados pelo crime que ganhou repercussão na capital amazonense após o desaparecimento da vítima, que estava grávida de oito meses, em julho de 2023. O julgamento será realizado no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Centro-Sul da cidade, segundo informou o Ministério Público do Amazonas (MP-AM). O processo tramita em segredo de Justiça, conforme o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).
Em 2024, o juiz Fábio Lopes Alfaia, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu que os dois réus deveriam ser levados a julgamento popular pelos crimes de duplo homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.
Sobre o caso
Débora da Silva Alves tinha 18 anos e estava grávida de oito meses quando desapareceu na madrugada de um domingo, em julho de 2023. Na ocasião, ela saiu de casa para encontrar o pai do bebê, Gil Romero, que era casado.
De acordo com familiares da vítima, o suspeito passou a tratá-la com hostilidade após descobrir a gravidez. Segundo a perícia, Débora foi estrangulada, teve o corpo queimado com óleo quente e outra substância inflamável, posteriormente foi colocada em um camburão e abandonada em uma área de mata nas proximidades do Parque Mauá, no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus.
O corpo da jovem foi localizado em agosto de 2023 após a indicação de um dos envolvidos no crime. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) apontaram que a vítima foi estrangulada, teve os pés decepados e foi carbonizada.
