*Da Redação Dia a Dia Notícia
A mandante identificada como Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos, está foragida após ser apontada pela polícia como a mandante do assassinato do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, de 62 anos, ocorrido na noite de 6 de fevereiro de 2026, em um bar localizado no ramal Água Branca, na Rodovia Estadual AM-010. As investigações apontam que o delito foi executado por três homens encapuzados que chegaram ao local e efetuaram diversos disparos contra a vítima, fugindo em seguida.
O caso é alvo da Operação Universitates, conduzida pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Durante a ação, foram presos Antonio Carlos Pinheiro Meireles, conhecido como “TK”; Emerson Sevalho de Souza; Lucas Santos de Freitas, chamado de “Lucão” ou “Magrão”, apontado como mentor intelectual do crime; e Rafael Fernando de Paula Bahia.
Parte das prisões ocorreu na manhã de quarta-feira, 04, quando Emerson Servalho de Souza e Antônio Carlos Pinheiro foram detidos. Segundo a Polícia Civil, outras pessoas também participaram da execução do crime.
Crime
O assassinato aconteceu no dia 6 de fevereiro. Conforme as investigações, três homens chegaram no estabelecimento com os rostos cobertos e efetuaram vários disparos contra o professor. A vítima foi atingida na frente da esposa e morreu no local.
Durante a apuração do caso, os policiais também encontraram uma pistola dentro do carro de Davi Said Aidar, além de carregadores e munições. A arma foi apreendida e encaminhada à polícia.
Natural de Ribeirão Preto (SP), o professor morava no Amazonas havia mais de 24 anos e integrava o corpo docente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) na área de Ciências Agrárias. Ele possuía graduação em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá (FUEM), mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), onde também realizou pós-doutorado em Genética Molecular.
Ao longo da carreira acadêmica, desenvolveu pesquisas voltadas à genética de abelhas e de animais domésticos, com projetos ligados à meliponicultura, apicultura e preservação de abelhas silvestres em comunidades rurais do Amazonas. Além das atividades na universidade, ele também era proprietário de um bar localizado no Ramal Águas Brancas, na rodovia AM-010.
A Polícia Civil deve apresentar mais detalhes sobre a investigação e as prisões durante coletiva de imprensa.
