Com a decisão do Conselho de Sentença, Janderson foi condenado a 282 anos de prisão. Ronildo da Silva recebeu pena de 36 anos, e Jones Martins foi sentenciado a 50 anos de reclusão. Os três permanecem presos e iniciarão o cumprimento provisório das penas após a publicação da sentença, que ainda pode ser contestada por meio de recurso.
Motivo das condenações
As condenações envolvem tentativas de homicídio contra seis detentos, além de homicídios qualificados, que resultaram na morte de quatro internos durante a rebelião registrada em janeiro de 2017 na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa.
Os acusados participaram presencialmente do julgamento. Janderson e Jones optaram por responder às perguntas durante o interrogatório, enquanto Ronildo exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.
A sessão foi conduzida pelo juiz Fábio Olintho de Souza, titular da 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. A acusação foi sustentada pelos promotores Clarissa Moraes Brito e Thiago de Melo Roberto Freire, representantes do Ministério Público do Estado do Amazonas.
Processo desmembrado
Este foi o segundo julgamento da Ação Penal n.º 0211549-42.2017.8.04.0001. O primeiro ocorreu em julho do ano passado, quando João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues foi condenado a 168 anos de prisão.
Outros réus ainda serão submetidos a júri popular. De acordo com o calendário do Tribunal do Júri, quatro acusados devem ser julgados entre 04 e 08 de maio deste ano, enquanto outro grupo irá a julgamento entre 29 de junho e 03 de julho de 2026.
Entenda o caso
Conforme a denúncia do Ministério Público, a rebelião na Vidal Pessoa teria sido motivada por retaliação à chacina ocorrida dias antes no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), também em Manaus, onde cerca de 56 detentos foram mortos em confronto entre facções criminosas rivais.
Na antiga cadeia do Centro, os crimes ocorreram por volta das 2h30 da madrugada. As investigações apontam que a ação foi previamente planejada e que as luzes da unidade foram desligadas minutos antes do início dos ataques, facilitando a atuação dos agressores sob escuridão e dificultando qualquer reação das vítimas.