Manaus, quarta-feira 25 de fevereiro de 2026
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Homem é condenado a mais de 66 anos por matar ex-companheira e namorado dela em Manaus

Foto: Reprodução/Redes Sociais

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Justiça do Amazonas condenou, nessa terça-feira, 24, Antônio Márcio Silva de Castro a 66 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Manuella Sabrina Barros Queirós, de 23 anos, e do namorado dela, Victor Hugo de Oliveira Flores, de 27. O homicídio ocorreu no dia 8 de junho de 2025, dentro de uma quitinete no bairro Novo Aleixo, na zona Norte de Manaus.

O julgamento ocorreu nessa terça-feira, 24, no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Ele foi levado a júri popular pelos crimes de feminicídio contra a ex-companheira, Manuella Sabrina Barros Queirós, e homicídio qualificado contra Victor Hugo de Oliveira Flores.

O ‘Conselho de Sentença’ optou por rejeitar as teses da defesa, que pedia a desclassificação do feminicídio para homicídio simples e alegava legítima defesa no caso de Victor Hugo. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) sustentou que o crime contra Manuella ocorreu no contexto de violência doméstica e requereu o aumento de pena, devido um dos filhos da vítima estar no imóvel no momento dos disparos.

Pelo assassinato de Manuella, Antônio foi condenado a 48 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. Já pelo homicídio qualificado de Victor Hugo, a pena fixada foi de 18 anos e 9 meses. Somadas, as condenações chegam a 66 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão.

O juiz determinou a execução provisória da pena, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e estabeleceu o início do cumprimento da sentença em regime fechado.

Relembre o caso

De acordo com as investigações, o crime ocorreu em uma quitinete na zona Norte de Manaus. Segundo relatos, o casal estava no imóvel quando o suspeito chegou de carro, em seguida, os moradores ouviram uma discussão seguida de vários disparos. Duas crianças estavam na residência, entre elas a filha de 4 anos de Antônio e Manuella.

Victor Hugo morreu no local e Manuella ainda foi socorrida e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, Antônio Márcio fugiu e se apresentou dias depois na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Segundo a Polícia Civil, Manuella havia denunciado o ex-companheiro em 2023 por ameaças e chegou a solicitar medidas protetivas, que posteriormente foram revogadas a pedido dela.

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