O julgamento ocorreu nessa terça-feira, 24, no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Ele foi levado a júri popular pelos crimes de feminicídio contra a ex-companheira, Manuella Sabrina Barros Queirós, e homicídio qualificado contra Victor Hugo de Oliveira Flores.
O ‘Conselho de Sentença’ optou por rejeitar as teses da defesa, que pedia a desclassificação do feminicídio para homicídio simples e alegava legítima defesa no caso de Victor Hugo. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) sustentou que o crime contra Manuella ocorreu no contexto de violência doméstica e requereu o aumento de pena, devido um dos filhos da vítima estar no imóvel no momento dos disparos.
Pelo assassinato de Manuella, Antônio foi condenado a 48 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. Já pelo homicídio qualificado de Victor Hugo, a pena fixada foi de 18 anos e 9 meses. Somadas, as condenações chegam a 66 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão.
O juiz determinou a execução provisória da pena, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e estabeleceu o início do cumprimento da sentença em regime fechado.
Relembre o caso
De acordo com as investigações, o crime ocorreu em uma quitinete na zona Norte de Manaus. Segundo relatos, o casal estava no imóvel quando o suspeito chegou de carro, em seguida, os moradores ouviram uma discussão seguida de vários disparos. Duas crianças estavam na residência, entre elas a filha de 4 anos de Antônio e Manuella.
Victor Hugo morreu no local e Manuella ainda foi socorrida e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, Antônio Márcio fugiu e se apresentou dias depois na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Segundo a Polícia Civil, Manuella havia denunciado o ex-companheiro em 2023 por ameaças e chegou a solicitar medidas protetivas, que posteriormente foram revogadas a pedido dela.