*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Operação Erga Omnes deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), nesta sexta-feira, 20, teve como alvo a organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção relacionadas ao ‘núcleo político’ em Manaus e no interior do estado. O relatório do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), informa que o grupo mantinha núcleo operacional, empresarial de fachada e jurídico. Ao todo, 29 pessoas e 10 empresas são citadas na investigação.
Líder da organização

Presos no âmbito da operação nesta sexta-feira (20)
Ao todo oito pessoas foram presas até o momento. O caso segue sob análise do Poder Judiciário. Confira os nomes:
- Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM); teria repassado informações sigilosas de processos judiciais em troca de pagamentos.
- Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas; relatórios indicam movimentações financeiras milionárias ligadas ao esquema.
- Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil, integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de Gabinete do atual prefeito de Manaus David Almeida (Avante); suspeita de movimentar cerca de R$ 1,5 milhão por meio de empresas de fachada.
- Alcir Queiroga Teixeira Júnior – investigado por participação no esquema financeiro da organização.
- Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar, apontado como parte da rede de influência do grupo.
- Osimar Vieira Nascimento – policial militar, suspeito de envolvimento com o núcleo político investigado.
- Bruno Renato Gatinho Araújo – preso no Amazonas e incluído na lista de investigados.
- Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara, suspeito de participação no esquema criminoso.
Outros investigados
O relatório também descreve a atuação de outros alvos, entre eles:
- Bruno Alexandre da Silva Candeira – preso em flagrante com grande quantidade de drogas e fuzis; apontado como responsável pelo transporte da carga ilícita.
- Messias Daniel da Silva Alves – teria alugado o veículo utilizado no crime e mantido contato direto com o suposto líder.
- Núbia Rafaela Silva de Oliveira – advogada citada como integrante do núcleo jurídico, responsável por orientar investigados e buscar informações processuais.
- Lucila Meireles Costa – apontada como falsa advogada e intermediária para acesso a documentos sob segredo de Justiça.
