Segundo o coronel Muniz, comandante-geral dos Bombeiros, não era possível divulgar uma lista oficial de desaparecidos inicialmente porque o documento com os nomes dos passageiros foi extraviado no acidente.
“Temos nomes reclamados pelos parentes, mas não divulgamos ainda de forma oficial como sendo as pessoas que estão desaparecidas”, disse.
Até o momento, a corporação não detalhou como chegou à revisão do número de desaparecidos.
As buscas pelos cinco desaparecidos foram suspensas na noite de segunda e devem ser retomadas nesta terça-feira, 17 de fevereiro. A operação já abrange uma área de mais de 120 quilômetros rio abaixo e conta com mergulhadores, embarcações, drones, helicóptero e sonares, com reforço de equipes de Itacoatiara, Parintins e do Grupamento de Bombeiros Marítimo de São Paulo. A lancha foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade.
Informações sobre o acidente
O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 da última sexta-feira, dia 13 de fevereiro, quando a embarcação saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. Sobreviventes relataram que alertaram o condutor da lancha para reduzir a velocidade devido às ondas turbulentas, conhecidas no Amazonas como ‘banzeiro’. O piloto, José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante por homicídio culposo, sendo liberado após pagamento de fiança.
A Justiça tornou a solicitar a prisão preventiva dele, mas até o momento, o piloto não se apresentou à delegacia para as medidas cabíveis.
De acordo com o CBM-AM, as buscas são complexas devido às fortes correntes e às mudanças de direção no encontro entre os rios Negro e Solimões, além da profundidade e da diferença de densidade da água, fatores que dificultam a varredura.
A Marinha do Brasil também mantém equipes na operação, com apoio de aeronaves, embarcações e mergulhadores, enquanto coleta dados dos sobreviventes para auxiliar nas buscas e na apuração do caso.