*Da Redação Dia a Dia Notícia
Uma pesquisa liderada pela cientista brasileira Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vem chamando atenção da comunidade científica ao desenvolver uma molécula experimental, chamada de Polilaminina, capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados na medula espinhal. O estudo é resultado de décadas de pesquisa, abrindo caminhos para novas abordagens no tratamento de lesões graves que ainda são consideradas irreversíveis. Embora a tecnologia ainda esteja em fase experimental, já é considerada um dos maiores avanços da medicina brasileira nas últimas décadas, podendo render ao país O Prêmio Nobel de Medicina.
A substância principal do estudo é uma forma estabilizada da proteína laminina, fundamental para a organização e comunicação entre células do sistema nervoso. Os estudos indicaram que a ‘Polilaminina’ pode atuar favorecendo o crescimento de axônios, reduzir inflamações e ajudar a reorganizar o ambiente celular após lesões neurológicas.
Pacientes que apresentaram primeiros resultados clínicos
Os primeiros estudos clínicos indicaram avanços considerados históricos para seis pacientes com lesões graves na medula espinhal. Nos primeiros experimentos, um paciente que sofreu fratura cervical após um acidente de automóvel apresentou recuperação completa após cerca de um ano de tratamento.
Outro caso muito citado durante os estudos, mostra que um paciente tetraplégico crônico conseguiu recuperar movimentos nos braços, resultado considerado altamente significativo dentro da neurologia clínica.
No entanto, os resultados estão sendo avaliados com cautela pela comunidade científica, já que a aplicação em larga escala exige testes clínicos controlados, validação internacional e aprovação de órgãos reguladores. Ainda assim, especialistas consideram que os dados indicam ganho de mobilidade, coordenação e força muscular aos pacientes, logo nas fases iniciais dos estudos.
