No fim de agosto de 2025, após 33 anos no PSDB, o ex-prefeito e ex-senador, deixou a sigla tucana e migrou para o partido liderado no Amazonas pelo deputado federal Silas Câmara, com o objetivo de viabilizar sua candidatura à Câmara Federal e contribuir para ampliar a bancada republicana no estado. Passados cerca de cinco meses, Arthur Virgílio Neto decidiu que disputará uma vaga de deputado federal pelo MDB, partido do senador Eduardo Braga.
A mudança ocorre em meio ao cenário de reorganização das chapas para as eleições de 2026, período em que diferentes legendas intensificam articulações para ampliar representação no Congresso.
Mesmo com a saída de Arthur Virgílio Neto, o Republicanos mantém o projeto de fortalecimento político no Amazonas. Levantamentos eleitorais recentes indicam nomes da legenda entre os mais competitivos para a Câmara Federal, como o próprio Silas Câmara, citado entre parlamentares com potencial de reeleição e influência na disputa de 2026.
O Retorno
Arthur, que foi uma das vozes políticas mais presentes na mídia entre as décadas de 1990 e 2020, período em que concluiu seu segundo mandato consecutivo como prefeito de Manaus, tenta retornar ao Congresso aos 80 anos. O movimento também marca um retorno às suas origens políticas, visto que o MDB foi sua segunda legenda, após deixar o PCB. Ele permaneceu na sigla entre 1969 e 1985, depois passou pelo PSB e, em 1989, participou da fundação do PSDB.
Assim, o Republicanos se tornou o partido em que Arthur permaneceu por menos tempo em sua trajetória política, sem completar sequer um ciclo eleitoral completo. A saída obriga a legenda a reorganizar suas estratégias e alianças para manter o plano de ampliar sua presença na bancada federal do Amazonas nas próximas eleições.