Manaus, quarta-feira 11 de fevereiro de 2026
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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: conheça mulheres cientistas que revolucionaram a história

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Celebrado nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído no ano de 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reconhecer a contribuição feminina ao avanço científico e, ao mesmo tempo, chamar a atenção para as desigualdades de gênero ainda presentes nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). O Brasil conta com grandes nomes femininos que contribuíram de forma significativa com a ciência.

O Brasil ainda possui um caminho longo quando se trata de igualdade de direitos e acessos entre homens e mulheres nessas áreas, porém há avanços significativos acontecendo. De acordo com levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, a partir de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que o número absoluto de mulheres que entraram nas graduações em ciências exatas e biológicas aumentou 29% entre 2013 e 2023. Contudo, em 2023, 74% dos ingressantes nos cursos de STEM eram homens, enquanto apenas 26% eram do sexo feminino. Esses números mostram que é preciso incentivar mais mulheres nessa área.

Ao longo da história, mulheres enfrentaram barreiras sociais, institucionais  e culturais para estudar, pesquisar e publicar. Muitas cientistas mulheres protagonizaram descobertas fundamentais e fizeram contribuições decisivas para a humanidade, mas tiveram seus efeitos ignorados ou atribuídos a colegas homens.

Conheça mulheres cientistas que mudaram a história

Ada Lovelace: mãe da computação

Foto: Reprodução/El País

Ada Lovelace (1815–1852), matemática e escritora inglesa, era filha do poeta Lord Byron e, incentivada pela mãe, recebeu uma formação científica incomum para mulheres de sua época. Ao estudar a Máquina Analítica de Charles Babbage, escreveu o que é considerado o primeiro algoritmo da história, prevendo que máquinas poderiam processar qualquer símbolo, não apenas números. Mesmo com ideias revolucionárias, teve seu trabalho minimizado e ficou à margem da comunidade científica por ser mulher. Seu legado só foi plenamente reconhecido décadas depois, tornando-se símbolo da origem da programação e da computação moderna.

Enedina Alves Marques: primeira engenheira negra do Brasil

Foto: Reprodução

Enedina Alves Marques (1913–1981) foi uma engenheira civil brasileira nascida em Curitiba (PR) que, superando desigualdades raciais, de gênero e econômicas, tornou-se em 1945 a primeira mulher negra a se formar em engenharia no Brasil, pela Universidade Federal do Paraná. Crescendo em uma sociedade em que mulheres e pessoas negras tinham pouco acesso à educação superior, enfrentou preconceitos e barreiras dentro e fora da universidade, sendo frequentemente a única mulher em ambientes dominados por homens. Após a formatura, atuou em obras significativas no estado do Paraná, incluindo a construção da Usina Capivari-Cachoeira, e trabalhou no Departamento Estadual de Águas e Energia.

Katherine Johnson: matemática que levou o homem à Lua

Foto: Wikimedia Commons

Katherine Johnson (1918–2020) foi uma americana que desde jovem demonstrou aptidão excepcional em matemática, e cujo talento para cálculos precisos a tornou peça-chave nos primeiros programas espaciais da NASA. Apesar de barreiras raciais e de gênero em uma época de segregação, foi convidada a integrar equipes de elite que resolviam complexos problemas de mecânica orbital. Em um campo dominado por homens brancos, sua contribuição frequentemente era subestimada ou invisibilizada, mas seus cálculos garantiram a segurança e o sucesso de voos pioneiros, incluindo a chegada do homem à Lua em 1969. Décadas depois, Johnson recebeu homenagens como a Medalha Presidencial da Liberdade.

Marie Curie: pioneira da radioatividade

Foto: Reprodução

Marie Skłodowska Curie (1867–1934), nascida em Varsóvia sob o domínio russo, enfrentou a exclusão das universidades em seu país e mudou-se para Paris para estudar física e química, tornando-se a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel. Junto com seu marido Pierre, investigou o fenômeno da radioatividade — termo que ela mesma cunhou — e isolou os elementos polônio e rádio, trabalho que rendeu o Nobel de Física em 1903 e, em 1911, o Nobel de Química, tornando-a a primeira mulher e, até hoje, a única pessoa a ser laureada com dois Prêmios Nobel em áreas científicas distintas. Em uma época em que a participação feminina na ciência era fortemente desencorajada, Curie enfrentou preconceito institucional, incluindo resistência a seu reconhecimento e a barreiras à carreira acadêmica. Seu legado inclui avanços fundamentais em física nuclear e aplicações médicas com radiografia móvel durante a Primeira Guerra Mundial.

Rosalind Franklin: química cuja pesquisa foi central para compreender o DNA

Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Rosalind Elsie Franklin (1920–1958) foi uma química britânica formada pela Universidade de Cambridge, especialista em difração de raios-X, técnica que permitiu observar a estrutura interna de moléculas biológicas com precisão. No início dos anos 1950, no King’s College London, ela produziu imagens experimentais e dados fundamentais — incluindo a famosa “Fotografia 51” — que evidenciaram a forma helicoidal do DNA, informação decisiva para que James Watson e Francis Crick elaborassem o modelo de dupla hélice. Apesar da importância de suas descobertas, Franklin enfrentou barreiras profissionais e de gênero, teve seu trabalho usado sem o devido crédito e não foi reconhecida com o Nobel, prêmio que em 1962 foi concedido a Watson, Crick e Maurice Wilkins.

Tu Youyou: ciência que salvou milhões 

Foto: Reprodução/YiCai Global

Tu Youyou (1930) é uma cientista chinesa cuja pesquisa foi decisiva no combate à malária, uma das doenças mais letais da história. A partir do estudo sistemático da medicina tradicional chinesa, isolou a artemisinina, composto altamente eficaz contra o parasita da malária. Seu trabalho teve impacto direto na saúde pública global e já salvou milhões de vidas, sendo reconhecido com o Prêmio Nobel de Medicina em 2015.

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