Manaus, terça-feira 10 de fevereiro de 2026
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Polícia aponta rejeição como motivação do assassinato de professora em Porto Velho (RO)

*Da Redação Dia a Dia Notícia

A Polícia Civil descartou a existência de qualquer relacionamento entre a professora Juliana Santiago, de 41 anos, assassinada pelo aluno João Cândido da Costa Junior, de 24, apontando que o crime foi motivado pela rejeição às “investidas” do suspeito. Juliana foi morta a facadas dentro de uma sala de aula em uma faculdade particular em Porto Velho em Rondônia, e a principal linha de investigação indica que o ataque ocorreu após o aluno não aceitar os limites impostos pela docente.

A professora Juliana Santiago, de 41 anos, foi morta a facadas na região do tórax dentro de uma sala de aula de uma faculdade particular em Porto Velho. Ela lecionava Direito Penal e também atuava como escrivã da Polícia Civil.

No momento da prisão, o suspeito, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, afirmou ter mantido um relacionamento amoroso com a vítima por alguns meses e que teria percebido um afastamento após ela retomar a relação com o ex-namorado. Segundo ele, a situação o deixou “emocionalmente abalado”. A Polícia Civil, no entanto, descartou essa versão após análise de mensagens trocadas entre os dois.

De acordo com a delegada Leisaloma Carvalho, o que foi constatado durante a investigação foi que o suspeito demonstrava interesse em se relacionar com a professora, mas ela estabeleceu limites e deixou claro que não considerava adequada uma relação entre aluno e docente.

Investigação

As mensagens analisadas pela polícia também indicam que o investigado se incomodou ao ver uma foto publicada por Juliana ao lado do namorado. Em uma das conversas, ele chegou a afirmar que havia “perdido para a concorrência”.

Conforme o registro policial, a vítima foi atingida por golpes de faca na região torácica, com duas perfurações nos seios e uma laceração no braço direito. A arma utilizada foi encontrada no local, e a polícia não descarta a hipótese de premeditação.

Após o crime, o suspeito tentou fugir, mas foi contido e preso em flagrante por um aluno que é policial militar e estava em uma sala ao lado. Juliana foi socorrida por estudantes e levada ao Hospital João Paulo II, mas morreu antes de receber atendimento médico.

O suspeito também alegou que a faca teria sido entregue pela própria vítima no dia anterior, dentro de uma vasilha com doce. A Polícia Civil informou que não há provas que confirmem essa versão.

No sábado, dia 07 de fevereiro a Justiça de Rondônia converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. João Cândido permanece detido na Casa de Detenção José Mario Alves da Silva, conhecida como ‘Urso Branco’.

Leia mais: Professora de Direito é morta por aluno dentro de faculdade em Porto Velho (RO)

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