Manaus, sábado 7 de fevereiro de 2026
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Morre Yasmin Amorim, menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões do tratamento desviados por empresários

Foto: Divulgação

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Yasmin Amorim, de 12 anos, morreu nessa sexta-feira, 06, em Cascavel, no Oeste do Paraná, após enfrentar um neuroblastoma, que é um tipo agressivo de câncer infantil. O caso ganhou repercussão nacional depois que empresários desviaram cerca de R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento da menina, informação que foi confirmada pela família. Ela estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel.

Nas redes sociais, a mãe de Yasmin, Daniele Aparecida Campos, informou que a filha apresentou piora no quadro clínico na madrugada desta sexta-feira. Diante da situação, familiares e amigos organizaram uma corrente de oração em frente ao hospital, prevista para às 20h, mas a menina não resistiu.

Yasmin convivia com o neuroblastoma desde 2018, quando tinha cinco anos. Após o início do tratamento, a menina entrou em remissão e permaneceu sem células cancerígenas até 2020, quando houve recidiva da doença. Na ocasião, ela passou por um novo protocolo, com quimioterapia associada ao transplante de medula óssea, voltou a entrar em remissão e retomou a rotina normal. Mesmo após cirurgias, sessões de fisioterapia e o transplante, o câncer voltou a se manifestar posteriormente.

Relembre o caso

Em 2024, diante do avanço da doença, a família recorreu à Justiça para garantir o custeio de um tratamento com medicamentos importados, avaliados em cerca de R$ 2,5 milhões. A decisão judicial determinou que o Governo do Paraná custeasse o medicamento Danyelza. Após a apresentação de três orçamentos, a empresa Blowout Distribuidora, Importação e Exportação Eireli foi selecionada para fornecer os remédios, mas subcontratou outra importadora, que não realizou a entrega completa.

O hospital recebeu apenas uma ampola do medicamento Danyelza, quando eram necessárias seis. Outro medicamento, o Leukine, também foi entregue de forma parcial, das 60 caixas previstas, apenas 10 foram enviadas, além de versões genéricas.

Na época, a Polícia Civil solicitou o bloqueio das contas das empresas envolvidas. As investigações apontaram que as contas estavam praticamente sem saldo e que os responsáveis já possuíam antecedentes por crimes de estelionato.

Enquanto a Justiça tentava recuperar os valores desviados, o Governo do Paraná chegou a autorizar uma nova compra emergencial dos medicamentos. Yasmin concluiu a primeira fase do tratamento no fim de 2024, mas sem resposta significativa.

Em 2025, a menina iniciou a segunda fase do protocolo, porém não conseguiu concluir o tratamento, o que contribuiu para o avanço da doença.

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