Manaus, terça-feira 3 de fevereiro de 2026
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Caso Epstein: documento divulgado aponta interesse em agência brasileira para obter acesso a jovens do interior, diz site

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Um documento divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos aponta que Jeffrey Epstein teria avaliado investir na compra de uma agência brasileira de moda, com o objetivo de obter acesso direto a jovens modelos ‘do interior e inexperientes’, segundo trocas de e-mails registradas em 2016.

Um documento divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos indica que Jeffrey Epstein teria articulado um possível investimento no mercado de moda brasileiro com objetivos que iam além do retorno financeiro. De acordo com o material, o interesse central seria obter acesso direto a jovens modelos, por meio do financiamento de concursos em larga escala no país.

Trocas de e-mails datadas de 2016 revelam que um interlocutor, identificado como Ramsey Elkholy, sugeriu que Epstein investisse cerca de US$ 1 milhão para adquirir uma participação relevante na Ford Models Brasil. As mensagens indicam que o aporte possibilitaria influência direta sobre concursos de modelos realizados em diferentes regiões do Brasil.

Segundo o documento, os concursos teriam como público-alvo “meninas do interior e modelos inexperientes”, com um plano de alcance entre 30 e 40 cidades e a expectativa de atrair cerca de 200 mil candidatas. A proposta também sugeria que Epstein teria poder para decidir o destino das jovens selecionadas, incluindo possíveis viagens para os Estados Unidos, Paris ou o Caribe.

Os emails mostram ainda que Epstein solicitou a assinatura de um acordo de confidencialidade entre as partes envolvidas nas tratativas. No entanto, as mensagens não apontam a participação direta de funcionários da Ford Models Brasil, limitando-se a discussões preliminares sobre um possível investimento.

As informações foram divulgadas pelo site Metrópoles, com base em documentos oficiais tornados públicos pelas autoridades norte-americanas.

Entenda o caso: Jeffrey Epstein

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou na última sexta-feira, 30, mais de 3 milhões de páginas do caso do bilionário Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de tráfico sexual.  Segundo as investigações, o empresário abusou de dezenas de meninas menores de idade no início dos anos 2000. Ele foi preso em 2019, mas morreu um mês depois dentro da prisão. As autoridades concluíram que Epstein tirou a própria vida.

Acusação

Segundo a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares em dinheiro para que meninas fossem até imóveis dele e realizassem atos sexuais. Dezenas de mulheres acusaram Epstein de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a seus convidados em uma ilha particular no Caribe e nas casas que ele tinha em Nova York, na Flórida e no Novo México.

Segundo o governo dos Estados Unidos, o bilionário explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade. Em 2024, o caso ganhou novas dimensões após a divulgação de documentos judiciais.

Os arquivos revelados fazem parte de um processo de difamação movido por Virginia Giuffre, principal acusadora de Epstein, contra Ghislaine Maxwell, ex-namorada do bilionário.

Figuras públicas supostamente envolvidas

Ghislaine foi condenada por recrutar meninas menores de idade para a rede de exploração sexual do bilionário. Entre os nomes citados no caso estão o de Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, e o do príncipe britânico Andrew. Um porta-voz do ex-presidente confirmou que ele viajou no avião particular de Epstein, mas negou qualquer envolvimento com os crimes do milionário.

Outra testemunha relatou que, em 2001, o príncipe Andrew colocou a mão em seu seio durante um encontro na casa de Epstein em Manhattan. O próprio Andrew negou qualquer envolvimento.

Apesar de não enfrentar acusações criminais, o príncipe perdeu a maioria de seus títulos reais. Em 2023, ele fechou um acordo judicial com Virginia Giuffre por uma quantia não revelada e negou envolvimento no caso.

Os novos arquivos citam diversos famosos e personalidades americanas que faziam parte do círculo do bilionário. Os documentos também trazem menções ao Brasil.

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