*Da Redação Dia a Dia Notícia
Em Manaus, cerca de 300 pessoas se reuniram no Anfiteatro da Ponta Negra, para participar da manifestação ‘Justiça por Orelha‘ neste domingo, 1º. O ato reuniu protetores de animais, tutores e ativistas que cobraram justiça pelo caso, denunciaram a recorrência de maus-tratos e defenderam a responsabilização dos envolvidos. Segundo os organizadores, a mobilização integra um movimento nacional. “Estamos aqui pedindo justiça, não só pelo Orelha, mas por todos os outros animais. Aqui no Amazonas, diariamente, recebemos denúncias de maus-tratos”, afirmou Natasha Oliveira, integrante da organização do protesto.
O caso que motivou os protestos envolve o cachorro Orelha, conhecido na Praia Brava, em Florianópolis. De acordo com as investigações, o animal, de aproximadamente 10 anos, foi agredido no dia 4 de janeiro e acabou submetido à eutanásia para interromper o sofrimento.
A Polícia Civil aponta quatro adolescentes, descritos como de classe média alta, como principais suspeitos. A morte provocou uma onda de indignação e deu origem a manifestações em diversas capitais brasileiras neste fim de semana, entre elas Manaus.
A mobilização também ganhou força nas redes sociais. No X (antigo Twitter), usuários passaram a divulgar uma campanha que pede a federalização da investigação do caso, e o tema chegou a figurar entre os 20 assuntos mais comentados da plataforma, ampliando a pressão por respostas das autoridades.
Manifestações por todo o país
Além de Manaus, manifestações estão programadas em várias capitais. Em São Paulo, o protesto ocorre no domingo, 1º, às 10h, no vão do Masp, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a concentração está marcada para o mesmo dia, às 16h, na altura do Posto 2, em Copacabana. Em Brasília, a mobilização acontece neste sábado, 31, às 16h, ao lado do ParkDog da CLSW, na região sudoeste, sob o nome de “Cãominhada da Justiça”. Já em Belo Horizonte, o encontro está previsto para domingo, 1º, a partir das 10h, na Feira Hippie.
Lei nº 9.605/1998
Os maus-tratos contra animais incluem práticas como abandono, agressões físicas, mutilações, envenenamento, negligência com alimentação, abrigo e assistência veterinária, além da exploração em atividades que provoquem sofrimento. No Brasil, o crime é previsto na Lei nº 9.605/1998, com penas agravadas pela Lei nº 14.064/2020, que estabelece reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal em casos envolvendo cães e gatos.
