*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical) divulgou uma nota de repúdio, nessa terça-feira, 20, contra o prefeito David Almeida (Avante), acusando a gestão municipal de divulgar propaganda enganosa ao anunciar a criação de novas vagas em creches, sem a construção de novas unidades ou ampliação dos espaços.
Em nota, o Sindicato dos Professores e Pedagogos classificou como ‘propaganda enganosa’ da Prefeitura de Manaus sobre a ampliação de vagas em creches municipais. Segundo a entidade, as chamadas “novas vagas” divulgadas pela gestão do prefeito não resultam da construção de novas unidades nem da ampliação física das existentes, mas sim do aumento do número de crianças por sala, gerando a superlotação.
A Asprom afirma que a medida decorre do Decreto nº 6.152, publicado no Diário Oficial do Município em 11 de setembro de 2025, que teria autorizado a superlotação nas salas de aula da educação infantil. Para o sindicato, a iniciativa representa ‘maquiagem de números’ e não investimento real em educação.
A entidade também divulgou exemplos da realidade enfrentada nas unidades:
- Maternal 1: 16 bebês de 1 ano em salas pequenas, com crianças que usam fraldas e precisam de colo e atenção individual;
- Maternal 2: 24 crianças para apenas duas professoras.
Segundo a nota, a superlotação compromete a segurança, o desenvolvimento e a saúde das crianças, além de sobrecarregar os profissionais da educação.
“Colocar crianças em ambientes superlotados coloca em risco a segurança, o desenvolvimento e a saúde tanto dos pequenos quanto das profissionais da educação”, diz o texto.
O sindicato reforça que Manaus possui orçamento suficiente para oferecer educação infantil com qualidade e critica o uso político dos números. “Criança não é número de campanha”, destaca a publicação.
Ao final, a Asprom/Sindical apresenta três exigências à Prefeitura: a revogação imediata do decreto que permite a superlotação; o retorno ao número adequado de alunos por sal e a construção de novas unidades, em vez do encaixe irresponsável de alunos em espaços já existentes.
A entidade afirma ainda que seguirá denunciando a situação e cobrando medidas efetivas para garantir condições dignas nas creches da rede municipal.
