Manaus, quarta-feira 7 de janeiro de 2026
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Jovem deixou amigo para trás antes dele desaparecer em montanha do Paraná

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

As buscas por Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, chegaram ao quarto dia neste domingo (4), no Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil. O jovem desapareceu na manhã de quinta-feira (1º), durante a descida da montanha, após passar o réveillon no local ao lado da amiga Thayana, também de 19 anos, natural de Manaus, com quem havia se conhecido recentemente em Curitiba. Ela foi a última pessoa a ter contato direto com Roberto antes do desaparecimento, caso que tem gerado versões divergentes e levantado questionamentos durante as investigações.

Conforme as informações do Corpo de Bombeiros, Roberto e a amiga iniciaram a subida na noite de quarta-feira (31). Durante o trajeto, o rapaz passou mal, apresentou vômitos e sinais de debilidade física, mas ainda assim conseguiu alcançar o cume por volta das 4h da madrugada.

Montanhistas experientes que integravam o grupo afirmaram ter alertado a amiga sobre o risco de abandonar alguém em condições físicas frágeis em um ambiente hostil como o Pico Paraná. Ainda assim, durante a descida, os dois acabaram se separando.

Segundo relatos, Thayane teria deixado Roberto sozinho durante a descida da montanha. Inicialmente, ela disse que o amigo passou mal e não conseguiu acompanhar o grupo, mas em entrevista posterior afirmou que o deixou para trás por ele estar lento, alegando que seguir na frente fazia parte de seu “estilo de vida”.

Outro aventureiro presente na trilha, identificado como Fábio, afirmou que confrontou Thayane, que acabou concordando em procurar por Roberto. Desde então, o rapaz não foi mais visto. A jovem também estava com pertences de Roberto, como carteira e celular, quando desceu o Pico Paraná.

Durante as buscas, Thayane publicou vídeos e stories nas redes sociais que geraram críticas, por mostrar partes da aventura sem Roberto e por comentários considerados polêmicos.

Investigação

A Polícia Civil do Paraná abriu investigação após o registro de boletim de ocorrência feito pela família no sábado (3). O delegado responsável informou que, até o momento, o caso é tratado como desaparecimento, sem indícios claros de crime, mas destacou que todas as versões serão confrontadas.

Familiares apontam lacunas nos relatos e defendem que os depoimentos de quem esteve com Roberto na trilha sejam analisados de forma técnica.

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