Manaus, domingo 11 de janeiro de 2026
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Norma ‘Manazinha’ critica reportagem do Fantástico e defende amiga citada em operação policial

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A empresária Norma Araújo ‘Manazinha‘ gravou um vídeo criticando a reportagem exibida pelo Fantástico sobre a apreensão de “cocaína preta” em uma casa na Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. Em defesa da amiga apontada na matéria como proprietária do imóvel, ela acusou o programa de divulgar informações “inverídicas”, usar imagens de forma indevida e não checar fatos antes da publicação. Norma também afirmou que a dona da residência não é investigada no caso e que a responsabilidade pelo crime seria do casal de caseiros.

No vídeo, Norma afirma que a reportagem “cometeu inverdades do começo ao fim”, incluindo a utilização de uma foto da proprietária como se ela estivesse envolvida no caso. Ela declara ainda que o programa teria usado recursos de inteligência artificial sem que o público pudesse perceber.

A amiga, que diz conhecer a empresária “há muitos anos”, afirma que a proprietária não mora no local, utilizando a casa apenas para eventos esporádicos de fim de semana. Ela relata que o imóvel possui uma residência separada destinada ao caseiro, funcionário que estaria atuando para a família há uma década e que, segundo ela, “resolveu fazer besteira” ao supostamente armazenar ou traficar a droga encontrada pela polícia.

A mulher defende que o casal de caseiros é o único responsável pelo crime e afirma que a dona da residência não foi alvo da investigação. “O delegado falou que ela não tinha com o que se preocupar, porque na casa dela não acharam nada”, disse.

Ela também aponta supostos erros factuais da reportagem, como a nacionalidade atribuída aos envolvidos. Segundo o seu relato, a matéria teria informado que a empresária seria peruana, quando, segundo ela, é brasileira, e que os caseiros seriam peruanos, quando seriam colombianos. Outro ponto contestado é a afirmação de que a proprietária não estaria no Brasil no momento da operação policial, o que a amiga nega.

A gravação também critica o que ela chama de “amplificação irresponsável” do caso por blogs e páginas de notícias, que teriam reproduzido informações sem checagem, inclusive utilizando a imagem da empresária. A amiga afirma que a situação envolve “inveja” e interesses comerciais, mencionando que a empresária atua no segmento de varejo de moda e representa uma marca conhecida em Manaus.

Ela afirma que a amiga já acionou advogados e irá exigir retratação pública. “Ninguém brinca com isso”, afirmou, defendendo que a empresária é “honesta e idônea”.

Sobre a reportagem do Fantástico

O programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou no último domingo (16/11) detalhes de uma operação policial em Manaus, que aprendeu aproximadamente 40 quilos de “cocaína negra”, uma variação da droga modificada para ser quase impossível de detectar por cães farejadores e testes rápidos.

O Fantástico, informou que entrou em contato com as autoridades policiais responsáveis pela operação.

A operação, conduzida por agentes da polícia localizou a droga em fundos falsos de móveis e quadros. O entorpecente, como explicou a perícia, é uma versão modificada da cocaína branca, feita para burlar tanto o olfato de cães farejadores quanto os testes químicos iniciais. Mesmo após a entrada dos cães na mansão, nenhum deles conseguiu detectar o material, o que levou os investigadores a realizarem buscas manuais mais minuciosas.

A perita criminal Midori Hiraoka detalhou ao programa dominical que a droga é quimicamente alterada com carvão ativado e corantes que impedem reações químicas usuais. Esses aditivos também mascaram o cheiro característico do entorpecente, o que explica o fracasso dos métodos tradicionais de detecção.

De acordo com a reportagem do Fantástico, a “cocaína negra” teria vindo do Peru e tinha como provável destino final a Austrália, onde o valor de mercado pode ser até dez vezes maior do que o da cocaína branca tradicional.

Durante a ação policial, o casal de caseiros peruanos German Alonso Pires Rodrigues e Jeyme Farias Batalha foi preso. A defesa dos dois afirmou ter solicitado um novo depoimento, mas não comentou sobre a presença da droga na residência.

A dona da mansão, a também peruana Liege Aurora Pinto da Cruz, estava no exterior no dia da operação e permanece fora do país. Em nota enviada ao Fantástico, a defesa da proprietária assegurou que ela se colocou à disposição da Polícia para colaborar com as investigações e destacou que o material apreendido estava em um anexo da propriedade, área destinada à moradia dos caseiros.

 

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