Manaus, domingo 11 de janeiro de 2026
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Casa Niaré tem programação voltada aos negócios de impacto durante a COP30

*Da Redação do Dia a Dia Notícia 

No ano em que sedia a COP30, Belém (PA) ganhou mais um espaço para fortalecer as populações tradicionais da Amazônia e a economia da floresta: a Casa Niaré, que também funcionará como um hub de negócio, cultura e apoio técnico para o empreendedorismo de indígenas, ribeirinhos, extrativistas e quilombolas, conectando saberes ancestrais e inovação ao desenvolvimento de uma nova geração de novos negócios de impacto socioambiental.

Localizada na Rua Bernal do Couto, no bairro Umarizal, a Casa Niaré reúne loja, galeria e um ambiente colaborativo voltado para formação, comercialização, trocas culturais e articulação entre lideranças da floresta, investidores, organizações e empresas comprometidas com a economia regenerativa.

A iniciativa é liderada por empreendedores da floresta e parceiros históricos do ecossistema amazônico, entre eles, a Tucum e a Mazô Maná, ambos negócios de impacto acelerados pela Amaz, ao lado de outras duas marcas de negócios da floresta, como Urucuna e Da Tribu. Durante a COP30, a Casa Niaré lançará a Jornada Niaré, que irá oferecer mentoria para empreendedores indígenas e comunitários, com apoio em gestão, comercialização, comunicação e certificações.

Para Amanda Santana, fundadora da Tucum e diretora criativa da Casa Niaré, o espaço chega para consolidar uma rede que já atua há anos na valorização de povos e saberes amazônicos.

“A Casa Niaré vem como um legado da COP30. Mais do que um espaço, queremos criar uma comunidade que vai liderar a sociobioeconomia indígena, mostrando o valor da floresta em pé”, declarou.

Iniciativas lideradas por povos da floresta estão ganhando protagonismo no Brasil e no mundo, com modelos de organização sólida e negócios inovadores com crescente potencial econômico e que são fundamentais para manter a floresta em pé, gerar renda e fortalecer os territórios.

A Casa Niaré conta com o apoio da Amaz Aceleradora de Impacto coordenada pelo Idesam, que avalia, investe e apoia negócios da impacto na Amazônia Rural, Gabriela Souza, Líder de Novos Negócios do Idesam e gestora da Amaz, ressalta que a iniciativa reforça o trabalho de negócios de impacto da floresta e amplia sua presença nas comunidades parceiras.

“A iniciativa é coordenada por dois negócios do portfólio AMAZ com forte lastro de seu impacto e presença nas comunidades parceiras, da estrutura produtiva à governança. Vemos a Casa como uma estratégia de enraizamento desses impactos, com foco no protagonismo de empreendedores ainda subrepresentados em iniciativas de fomento e apoio técnico”, pontuou.

Programação

Entre os dias 13 e 15 de novembro, com rodas de conversa e diálogos temáticos que vão reunir lideranças da floresta, especialistas, organizações e empresas comprometidas com a sociobioeconomia. No dia 13/11, das 10h às 11h30, ocorre o painel Interseções Carbono e Bioeconomia: Caminhos Convergentes para uma Economia Regenerativa da Amazônia, com discussões sobre o papel do carbono como instrumento para valorização comunitária e desenvolvimento territorial.

No dia 14/11, às 9h, acontece o debate Contratos Éticos para a Sociobioeconomia na Amazônia, voltado à construção de boas práticas e acordos transparentes que priorizem relações justas entre comunidades, empresas e parceiros. Ainda no dia 14, das 14h às 16h, o encontro Mercados e Investimentos: Aliados da Sociobioeconomia da Amazônia promove conexões entre lideranças indígenas, empreendedores da floresta, fundos e organizações que apostam em modelos regenerativos e colaborativos de desenvolvimento.

Encerrando a agenda, no dia 15/11, das 10h45 às 12h30, o painel Borracha Nativa da Amazônia: Estratégias Multissetoriais para Fortalecimento da Cadeia reúne representantes de comunidades, mercado e especialistas para debater caminhos de inovação, valorização e expansão da cadeia da borracha nativa como ativo estratégico para a bioeconomia regional. Todos os encontros têm vagas limitadas para até 40 pessoas e foram desenhados para promover diálogos abertos e conexões diretas entre público, convidados e anfitriões.

Mais do que um endereço físico, a Casa Niaré representa uma plataforma de conexão entre povos da floresta e uma nova geração de negócios sustentáveis, reforçando que a floresta em pé é o caminho para um futuro justo e habitável para todos.

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