*Da Redação Dia a Dia Notícia
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou na manhã deste sábado (4) que o Brasil registra 127 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Segundo ele, houve aumento no número de suspeitas, mas não de confirmações. Até o momento, são 11 casos confirmados e 102 em investigação. São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 101 registros (11 confirmados e 90 sob análise), enquanto há suspeitas também em Pernambuco (12), Bahia (2), Distrito Federal (2), Paraná (1) e Mato Grosso do Sul (1).
“Não teve aumento de confirmação laboratorial. O que teve foi o aumento de suspeita clínica”, disse o ministro em entrevista coletiva, em Teresina, no Piauí, ao anunciar plano do governo federal para comprar antídotos contra o metanol.
Do total de casos, 11 foram confirmados em laboratório, de acordo com Padilha. Até o momento, 12 unidades da Federação notificaram o Ministério da Saúde de pelo menos um caso suspeito de intoxicação por metanol.
Novo tratamento
O governo, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), comprou outro antídoto para tratar intoxicação por metanol, o Fomepizol. Segundo Padilha, foram comprados 2.500 e o carregamento deve chegar ao longo da próxima semana
“Quero informar aqui que o Ministério da Saúde já fez a aquisição de 2.500 tratamentos do Fomepizol junto ao primeiro produtor internacional, empresa do Japão”, declarou Padilha em entrevista coletiva em Teresina, no Piauí.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já repassou aos estados e municípios a lista com as 609 farmácias de manipulação no Brasil que têm capacidade de fabricar o antídoto do metanol.
“Temos garantido em toda a rede do SUS, nos centros de referência de toxicologia, nos centros de referência das secretarias estaduais o etanol farmacêutico para ser utilizado nos casos suspeitos”, reforçou o ministro.
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