*Da Redação Dia a Dia Notícia
Após a anulação da sentença condenatória pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), a defesa de Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso ingressou, na quarta-feira (24), com um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a liberdade imediata dos dois.
Segundo os advogados Nauzila Campos e Wendel de Souza, a prisão é irregular, já que a decisão que havia substituído a prisão preventiva foi anulada. No pedido, a defesa solicita a libertação não apenas de Cleusimar e Ademar, mas também dos réus Verônica Seixas e Hatus Silveira. Caso o STJ não conceda a liberdade total, os advogados requerem a substituição da prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A defesa alega que o processo foi marcado por falhas graves, como restrição ao direito de defesa, entrega de laudos fora do prazo legal, ausência de um laudo preliminar sobre a cetamina apreendida e apreensão de celulares sem mandado judicial. Os advogados também destacam que algumas provas teriam sido mal lacradas e até mesmo extraviadas, o que, segundo eles, compromete a integridade da investigação.
Outro ponto levantado pela defesa é que a quantidade de cetamina encontrada era muito pequena, o que, na visão dos advogados, inviabiliza a acusação de tráfico de drogas. Eles definem todo o procedimento como “desorganizado e ilegal” e afirmam que a intensa exposição na mídia causou danos irreversíveis à reputação de Cleusimar.
Ainda segundo os defensores, a empresária perdeu seus salões de beleza durante o processo e sequer teve a oportunidade de visitar o túmulo da filha. O pedido agora está nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deverá decidir se concede a liberdade imediata ou determina a aplicação de medidas cautelares aos acusados.
