*Da Redação Dia a Dia Notícia
Até recentemente, o bispo Eduardo Costa era conhecido apenas nos círculos religiosos e musicais de Goiânia (GO). Com pouco mais de 1,6 mil seguidores no Instagram, ele dedicava sua rotina ao ministério evangélico e à música gospel, dividindo seu tempo entre cultos, composições e trabalhos missionários ao lado da esposa, a missionária Valquíria Costa. Um vídeo gravado na capital goiana mudou radicalmente sua exposição e o colocou no centro de um debate nacional.
Eduardo Costa atua como bispo e líder evangélico há anos, realizando pregações, aconselhamentos e ações comunitárias. Com um estilo marcado pela interpretação intensa e pelo uso de referências bíblicas diretas, ele também se dedica à música gospel. No YouTube, mantém um canal onde divulga composições próprias, sendo Barrabás uma de suas canções mais conhecidas.
Embora não figure entre os grandes nomes da música evangélica brasileira, Eduardo é respeitado por parte da comunidade que acompanha seu trabalho. Seu perfil no Instagram, fechado para não seguidores, se descreve com a frase: “Poder e milagres, pastor”, reforçando a ligação entre seu ministério e sua fé.
A notoriedade de Eduardo ganhou outra dimensão quando imagens dele, caminhando próximo a um bar em Goiânia vestindo roupas femininas e uma peruca loira, começaram a circular nas redes sociais. O vídeo, divulgado inicialmente por uma página de humor local, rapidamente viralizou e deu início a uma onda de comentários e especulações.
Ao perceber a repercussão, o bispo decidiu se pronunciar em um vídeo publicado ao lado da esposa. Ele afirmou que a vestimenta incomum fazia parte de uma “investigação particular” para localizar um endereço e que não se tratava de um comportamento rotineiro.
“Eu fui fazer uma investigação pessoal sobre uma situação minha e, de forma errada, acabei colocando uma peruca e um short para tentar localizar um endereço. Alguém me filmou escondido e tentou me extorquir”, declarou o bispo.
Eduardo relatou que foi filmado de forma oculta durante essa ação e que, posteriormente, a pessoa responsável pela gravação teria exigido dinheiro para não divulgar as imagens. Segundo o bispo, a ameaça de publicação foi acompanhada de um prazo: até o meio-dia da segunda-feira (11/8). Ele disse que optou por não ceder à pressão, mesmo diante da possibilidade de constrangimento.
Para ele, a situação representa um caso de constrangimento ilegal e uso indevido de imagem. Até o momento, no entanto, não há confirmação de que tenha registrado ocorrência formal contra o suposto autor da tentativa de extorsão.
