Manaus, sábado 10 de outubro de 2026
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Caso da artista venezuelana assassinada em Presidente Figueiredo (AM) terá primeira audiência de julgamento nesta sexta-feira (30)

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

*Da Redação do Dia a Dia Notícia 

O caso do brutal assassinato da artista venezuelana Julieta Hernández, ocorrido em dezembro do ano passado em Presidente Figueiredo, dará mais um passo em direção à Justiça. A primeira audiência de instrução e julgamento está marcada para acontecer nesta sexta-feira (30) no município.

A sessão acontece em meio à luta da família para que o crime seja reclassificado de latrocínio para feminicídio. Após uma intensa mobilização nacional para a mudança na tipificação do crime, o promotor responsável pelo caso recusou o pedido da família.

Durante a sessão, as partes envolvidas no caso apresentam as suas evidências, testemunhos e argumentos perante um juiz. O objetivo da audiência é que o juiz possa instruir o caso e, eventualmente, proferir uma sentença. Os advogados Carlos Nicodemos e Maria Fernanda Fernandes representam a irmã e a mãe de Julieta Hernández no processo.

De acordo com o advogado Carlos Nicodemos, a expectativa é que a justiça compreenda e atenda o pedido da família.

“Como advogados da assistência de acusação, esperamos que a partir da oitiva das testemunhas arroladas pelo Ministério Público se estabeleça por parte do Juízo o entendimento de que trata-se de um feminicídio com contornos de xenofobia, por tratar-se de uma cidadã venezuelana”, afirmou.

Reclassificação como feminicídio

A presidente nacional da UBM e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) – um dos órgãos federais que vai acompanhar presencialmente -, Vanja Santos, destacou que, apesar da recusa da promotoria, é fundamental que o gênero seja levado em consideração para que o crime seja julgado e punido adequadamente.

“Nosso papel é assegurar à família que os responsáveis sejam punidos da forma adequada. Para isso, precisamos que a tipificação seja modificada. Houve, sim, feminicídio. As questões de gênero precisam ser levadas em consideração nesse caso”, disse.

Nota

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